Produção de forragem e taxa de lotação em sistemas forrageiros de capim elefante consorciados com trevo vesiculoso ou amendoim forrageiro

Daiane Cristine Seibt

Resumo


Os sistemas de produção leiteira, em sua maioria, utilizam as pastagens como base da alimentação dos animais, geralmente, constituídas apenas por gramíneas. Essa prática simplifica o manejo dos pastos, contudo, implica em custos elevados de produção, notadamente pelo uso de adubos nitrogenados. Uma alternativa para tornar os sistemas forrageiros mais sustentáveis é a introdução de leguminosas, possibilitando melhor distribuição de forragem no decorrer do tempo, além de reduzir custos com adubação. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar, ao longo do ano, três sistemas forrageiros (SF) com capim elefante (CE), azevém (AZ), espécies de crescimento espontâneo (ECE), como SF1(testemunha); CE + AZ + ECE + trevo vesiculoso, como SF2; e CE + AZ + ECE + amendoim forrageiro, como SF3. O capim elefante foi estabelecido em linhas afastadas a cada 4 m. No período hibernal realizou-se a semeadura do azevém entre as linhas de CE; e considerando os respectivos tratamentos o trevo vesiculoso foi semeado e o amendoim forrageiro foi preservado. Para avaliação foram usadas vacas da raça Holandesa. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado, com três tratamentos (SF), três repetições (piquetes) com medidas repetidas (pastejos). Os valores de massa de forragem e taxa de lotação foram de 3,46; 3,80 e 3,91 t ha-1 e 2,89; 3,39 e 3,20 unidades animais ha-1, respectivamente para os SF. Melhores resultados foram obtidos nos sistemas forrageiros consorciados com leguminosas. 


Palavras-chave


Arachis pintoi, pastejo com lotação rotacionada, Pennisetum purpureum, Trifolium vesiculosum, vacas em lactação.

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