A propagação da fome no mundo: questão financeira, tecnológica ou política?

FLAVIA MARIA DE MELO BLISKA, Celso Luís Rodrigues Vegro, Adriano Augusto Bliska

Resumo


No atual colapso financeiro acentuou-se a tendência de queda nas cotações dos ativos e na expectativa de rentabilidade dos agentes econômicos. A subsequente crise de confiança generalizada resultou em drástica redução da demanda agregada, principalmente via redução de investimentos e restrições severas à concessão de crédito. Diante disso, a possibilidade de escassez de investimentos agrícola e agroindustrial associados à falência financeira propriamente dita pode induzir uma crise alimentar, especialmente entre a parcela da população mundial atualmente fragilizada pela insuficiência da oferta, em razão de baixas produtividades obtidas e/ou ocorrência de severos distúrbios climáticos nos cinturões produtores locais, ou ainda pelas limitações da renda familiar disponível, em razão principalmente, de desemprego e baixos salários. Tais preocupações permeiam este artigo, que procura construir um paralelismo entre a extensão da fome que grassou o mundo pós-colapso financeiro de 1929 e o atual, ou seja, um delineamento da provável geografia da fome no mundo globalizado, considerando o desenvolvimento tecnológico agrícola recente e, principalmente, as ações dos países mais desenvolvidos e em desenvolvimento, orientadas pela tentativa de mitigar os impactos de uma escassez alimentar de amplas dimensões.

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