Respostas olfativas do moleque-da-bananeira (Coleoptera: Dryophthoridae) para diferentes genótipos de bananeira

Fernando Teixeira de Oliveira, Pedro Manuel Oliveira Janeiro Neves, Orcial Ceolin Bortolotto, Mauricio Ursi Ventura

Resumo


Recentemente, novos genótipos híbridos de bananeira tem sido inseridos no mercado brasileiro, no entanto, ainda não existem informações sobre os possíveis impactos sobre as pragas da cultura. O moleque-da-bananeira (Coleoptera: Dryophthoridae) é fortemente atraído pelos voláteis do rizoma da bananeira, e acredita-se que a sua atratividade para os genótipos híbridos seja diferente da observada em variedades. Este estudo objetivou avaliar a resposta olfativa do moleque-da-bananeira (Coleoptera: Dryophthoridae) à diferentes genótipos de bananeira. Em laboratório, foi comparada a atratividade de 20 genótipos de bananeira. De acordo com a semelhança genética e comercial dos genótipos, foram estabelecidos quatro agrupamentos: 1) Cavendish; 2) Prata; 3) Maçã/Conquista e 4) Ouro/Terra/Caipira/Figo. No bioensaio 1, a atratividade do moleque-da-bananeira foi avaliada entre os genótipos do mesmo agrupamento. Assim, no bioensaio 2, os genótipos previamente selecionados foram comparados entre sí. O estudo foi repetido com insetos e rizomas coletados em abril (primeira época) e julho (segunda época) do ano agrícola de 2011. Na primeira época, os genótipos selecionados foram: Nanicão (AAA); Fhia 18 (AAAB); Princesa (AAAB); Ouro (AA) e Prata anã (AAB) (bioensaio 1). Na segunda época, os genótipos selecionados foram Fhia 17 (AAAA); PA 9401 (AAAB), Thap Maeo (AAB), além de Nanicão e Ouro (bioensaio 1). No geral, apenas as variedades Nanicão (AAA) e Ouro (AA) foram mais atrativas do que a testemunha (primeira e segunda épocas, respectivamente) (bioensaio 2). No entanto, não foi observada clara influência do genótipo sobre a resposta olfativa de C. sordidus, indicando que os híbridos de bananeira apresentam atratividade semelhante às variedades. 


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