Composição centesimal e compostos antioxidantes de dois frutos do Cerrado brasileiro.

Maria Carolina de Lima, Guilherme Vannucchi Portari

Resumo


Este estudo apresenta dados da composição centesimal e de compostos antioxidantes de dois frutos do Cerrado brasileiro: Bromelia balansae Mez (gravatá) e Inga laurina (Sw) Willd (ingá). A composição centesimal seguiu a metodologia preconizada pelo Instituto Adolfo Lutz, exceto para lipídeos em que foi utilizado o método proposto por Bligh & Dyer (1959). A dosagem de vitamina C foi realizada por método espectrofotométrico e a de compostos fenólicos foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteu (Lin & Lai, 2006). Em relação à composição centesimal, ambas as frutas apresentaram elevado teor de umidade, para proteínas e lipídios os valores encontrados foram baixos, assim como as cinzas do ingá, já o gravatá apresentou um valor considerável de cinzas, em relação aos carboidratos ambos os frutos se aproximaram do teor encontrado em frutas do dia a dia como a maçã (15,2%). Quanto aos compostos antioxidantes os frutos se destacaram se comparados com outros desse mesmo bioma, quanto ao teor de fenólicos encontrados, já os teores de vitamina C não foram tão expressivos. Contudo, almeja-se a maior utilização e exploração desses frutos como forma de promover o interesse socioeconômico e ambiental desse bioma, através da valorização das frutíferas nativas.


Palavras-chave


Bromelia balansae Mez; Inga laurina (Sw) Willd; micronutrientes; ingá; gravatá.

Referências


Aguiar JPL (1996) Tabela de Composição de Alimentos da Amazônia. Acta Amazônica, 26: 121-126.

Alves AM, Fernandes DC, Sousa AGO, Naves RV & Naves MMV (2014) Características físicas e nutricionais de pequis oriundos dos estados de Tocantins, Goiás e Minas Gerais. Brazilian Journal of Food Technology, 17: 198-203.

Association of Official Agriculture Chemists (1990) Official methods of analysis (AOAC). 15 th ed. Washington, Kenneth Helrich. 771p.

Bessey OA (1960) Microchemical methods. VI: Ascorbic acid. New York: Academic Press, 1: 303-305

Bligh EG & Dyer WJ (1959) A rapid method of total lipid extraction and purification. Canadian Journal of Biochemistry and Physiology, 37: 911-917.

Bortolatto J & Lora J (2008) Avaliação da composição centesimal do abacaxi (Ananas comosus (L.) Merril) liofilizado e in natura. Revista de Pesquisa e Extensão em Saúde, 4.

Brasil (2005) Resolução RDC nº 269, de 22 de setembro de 2005. Aprova o “Regulamento técnico sobre a ingestão diária recomendada (IDR) de proteína, vitaminas e minerais”. DOU, 23/09/2005, Seção 1, p. 372.

Durigan G, Melo ACG, Max JCM, Contieri WA & Ramos VS (2011) Manual para recuperação da vegetação do Cerrado. 3 ed. São Paulo, SMA. 26p.

Haminiuk CW, Plata-Oviedo MSV, Guedes AR, Stafussa AP, Bona E & Carpes ST (2011) Chemical, antioxidant and antibacterial study of Brazilian fruits. International Journal Food Science Technology, 46: 1529-1537.

Instituto Adolfo Lutz (2008) Métodos físico-químicos para análise de alimentos. 4ª ed. São Paulo, IMESP. 1020p

Krumreich FD, Corrêa APA, Silva SDS & Zambiazi RC (2015) Composição físico-química e de compostos bioaticos em frutos de Bromelia antiacantha Bertol. Revista Brasileira de Fruticultura, 37: 450-456.

Leão JRA, Lima JPC, Pinto SN & Paiva AV (2012) Seed germination and initial growth of seedlings of Ingá-Mirim - Inga laurina (S W.) Willd – Used in urban florestry of Rio Branco city, Acre state – Brazil. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, 7: 10-17.

Lopes RM, Silva JP, Vieira RF, Silva DB, Gomes IS & Agostini-Costa TS (2012) Composição de ácidos graxos em polpa de frutas nativas do Cerrado. Revista Brasileira de Fruticultura, 34: 635-640.

Merril AL & Watt BK (1973) Energy value of foods: basis and derivation. 1ª ed. Washington. 109p.

Pey YL & His ML (2006) Bioactive compounds in legumes and their germinated products. Journal of Agricultural and Food Chemistry, 54: 3807-3814.

Rocha MS, Figueiredo RW, Araújo MAM & Moreira-Araújo RSR (2013) Caracterização físico-química e atividade antioxidante (in vitro) de frutos do cerrado piauiense. Revista Brasileira de Fruticultura, 35: 933-941.

Santos VNC, Freitas RA, Deschamps FC & Biavatti MW (2009) Ripe fruits of Bromelia antiacantha: investigations on the chemical and bioactivity profile. Revista Brasileira de Farmacognosia, 19:358-365.

Schulz DG, Oro P, Volkweis C, Malavasi MM & Malavasi VC (2014) Maturidade Fisiológica e Morfometria de Sementes de Ingá laurina (Sw.) Willd. Floresta e Ambiente, 21: 45-51.

Silva MR, Lacerda DBCL, Santos GG & Martins DMO (2008) Caracterização química de frutos nativos do cerrado. Ciência Rural, 38: 1790-1793.

Siqueira EMA, Rosa FR, Fustinoni AM, Sant’ana LP & Arruda SF (2013) Brazilian savanna fruits contain higher bioactive compounds content and higher antioxidant activity relative to the conventional red delicious apple. Plos One, 8: 1-7.

Tavares MSS, Ramos MIL, Mendes Filho MR, Hiane PA & Silva GM (2010) Atividade antioxidante de frutos do cerrado e do pantanal de Mato Grosso do Sul. In: Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência, Natal. Anais, UFRN. p.62 .

Universidade Estadual de Campinas (2011) Tabela brasileira de composição de alimentos - TACO. 4ª.ed. Campinas, NEPA-UNICAMP. 164 p.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.