Viabilidade agroeconômica do consórcio mangarito com milho verde em quatro épocas de associação1

Adriana Uchôa Brito, Mário Puiatti, Paulo Roberto Cecon, Guilherme Alves Puiatti

Resumo


A consorciação de culturas é uma prática que permite a maximização dos recursos disponíveis na propriedade agrícola, sobretudo, na pequena propriedade, normalmente de cunho familiar, onde há restrição de área física para os cultivos. Objetivou-se verificar a viabilidade agroeconômica do consórcio do mangarito com milho verde. O trabalho foi conduzido na Horta do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Viçosa. Foram dois experimentos, conduzidos com as variedades de mangarito ‘Gigante’ e ‘Pequeno’. Foram constituídos de nove tratamentos, resultantes dos cultivos consorciados do mangarito com milho verde em quatro épocas da associação após a emergência das plantas de mangarito - DAE - (0; 21; 42 e 63 DAE), assim como suas respectivas monoculturas. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, com cinco repetições. Avaliaram-se, além dos dados produtivos das culturas, os indicadores agroeconômicos para medir a eficiência dos sistemas consorciados. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância, as médias de produção dos mangaritos e de indicadores agroeconômicos comparadas por meio do teste de Tukey, e realizados contrastes (teste F) entre cultivos solteiro e consorciado para características avaliadas no milho verde. Conclui-se que é viável, agronômica e economicamente, a consorciação dos mangaritos ‘Gigante’ e ‘Pequeno’ com milho verde. Em termos econômicos, a associação do milho verde com mangarito ‘Gigante’ deve ser instalada, preferencialmente, aos 21 DAE das plantas do mangarito e, para o mangarito ‘Pequeno’, aos 0 DAE.


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